Fragmento de Endostatina:

Endostatina é um fragmento C-terminal com 183 resíduos de aminoácidos e aproximadamente 20K Da, correspondendo à região C-terminal COOH do colágeno XVIII, sendo gerada por clivagem proteolítica por proteases ou metaloproteinases (MMPs) tais como L catepsinas e elastases. Nota-se que o colágeno XVIII é um componente das membranas basais com diversos domínios funcionais.

Após o processo proteolítico, a endostatina gerada pode permanecer associada com a membrana basal (imobilizada) ou ser liberada na circulação (endostatina solúvel). Sendo que as formas solúveis e imobilizadas têm atividades biológicas distintas. A endostatina é considerada uma potente proteína antiangiogênica e tem sido o objeto de investigação por uma série de laboratórios devido à sua atividade anti-tumoral com efeitos colaterais não tóxicos. Assim, muitas atividades antiangiogênicas têm sido relatadas por esta proteína, tais como inibição de proliferação celular endotelial, migração e formação de tubos.

Possue também outras funções, como participação de muitas rotas de sinalização, inativação de metaloproteinases e regulação de um espectro de genes supridores da angiogênese.

Bibliografia

CICHY, M.C. et al. Collagen XVIII/endostatin expression in experimental endotoxemic acute renal failure. Brazilian journal of Medical and Biological Research, v. 42, n. 12, p. 1150-1155, 2009.

SJIN, R.M.T.T., et al. 27-Amino-Acid Synthetic Peptide Corresponding to the NH2-Terminal Zinc-Binding Domain of Endostatin Is Responsible for Its Antitumor Activity. Cancer Research, v. 65, n. 9, p. 3656-3663, 2005.

 

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