Desenvolvimento computacional de nanocorpos para ortobunyavirus oropoucheense
A Febre Oropouche, causada pelo arbovírus OROV (Orthobunyavirus Oropoucheense), emergiu como um patógeno de potencial epidêmico, evidenciado pelos grandes surtos no Brasil entre 2023 e 2025. A confirmação de OROV requer testes moleculares (RT-qPCR) ou sorológicos especializados e é limitada devido à ausência de testes rápidos. Nesse cenário, os nanocorpos (VHHs) surgem como uma alternativa promissora aos anticorpos monoclonais tradicionais (mAbs), que são caros e complexos de produzir em larga escala. Os nanocorpos, caracterizados por seu tamanho reduzido (cerca de 15 kDa), alta estabilidade e facilidade de engenharia, são promissores para o desenvolvimento de novas ferramentas. O objetivo central da pesquisa é desenvolver computacionalmente nanocorpos que sejam específicos anti-OROV, para servir como ferramenta de pesquisas e diagnósticos.